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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Bradesco e Banco do Brasil competem por novas aquisições

Com a criação do Itaú Unibanco Holding a nova instituição supera o Banco do Brasil e o Bradesco, até então líder do ranking dos bancos privados brasileiros, com ativos financeiros de R$ 422 bilhões. Agora os bancos devem acelerar um processo de aquisições para não ficar para trás.

Entre os possíveis bancos que podem ser adquiridos pelo Bradesco está o Banco Votorantim, forte na área de concessão de crédito e financiamento de veículos, a Nossa Caixa e o Citibank. Outra alternativa seria se arriscar no mercado internacional, onde o número de bancos debilitados pela crise financeira aumenta cada vez mais.

O Banco do Brasil também deverá assumir uma postura mais agressiva nas tentativas de compra da Nossa Caixa, Banco de Brasília (BRB) e Banco do Estado do Piauí (BEP). A perda do BB no mercado, no ano em que comemora 200 anos causou desconforto no banco e no Ministério da Fazenda. Para o ministro Guido Mantega “o BB momentaneamente perde a liderança. Mas a vida é assim. Nada como um dia após o outro.”

Segundo informações do governo de São Paulo, as negociações para a venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil já estão em fase avançada, inclusive no campo político. No mercado financeiro o valor da Nossa Caixa varia de R$ 6 bilhões a R$ 10 bilhões, sendo que um dos principais atrativos são os depósitos judiciais que administra, avaliados em mais de R$ 16 bilhões.

Porém, mesmo com a compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil, este ainda não ocupará o primeiro lugar no ranking nacional de bancos.

fontes: O Estado de S. Paulo / Gazeta Mercantil

Itaú e Unibanco se juntam e criam banco nº1 do país

Dois dos maiores bancos do Brasil, o Itaú e Unibanco anunciaram nessa semana a fusão de ambas as administrações, criando, assim, o maior banco do país, do Hemisfério Sul e o 17º maior do mundo, por valor de mercado – o IU HOLDING S.A. Os ativos financeiros totais da instituição resultante da fusão alcançam R$ 575 bilhões.

As negociações entre os dois bancos começaram há 15 meses e tiveram dois fatores determinantes: a compra do ABN Amro Real pelo Santander, o que criou o 4º maior do país e um grande concorrente estrangeiro para o Itaú e o Unibanco; e também a crise financeira global, que colocou sob pressão os principais bancos no mundo inteiro, inclusive no Brasil.

Analistas discordam sobre o termo “fusão” para definir a atual situação dos bancos. Se olhado pelo ponto de vista do controle acionário, a palavra parece adequada, já que os dois bancos terão 50% cada de controle no comando de operações. Porém, do ponto de vista econômico, o Itaú seria a marca fortalecida e que prevaleceria no âmbito financeiro. As atividades do Itaú correspondiam a R$ 396,6 bilhões, mais que o dobro dos R$ 178,5 bilhões do Unibanco.

Pedro Moreira Salles, presidente do Unibanco, e Paulo Setubal, presidente do Itaú e também da instituição resultante da fusão, explicaram que o principal objetivo do novo banco é sua internacionalização, com interesses na América Latina, especialmente México, Colômbia e Peru.

Foi alertado que nada mudará, por ora, para correntistas e funcionários, “sem programas de demissão”, de acordo com Setubal. Já para os clientes, a primeira mudança anunciada será uma integração da rede de caixas eletrônicos.


fontes: O Estado de SP, Valor Econômico