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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Petrobrás garante sucesso no mercado nacional, e Bovespa sobe 2,19%; dólar é negociado a R$1,78

A Bolsa de Mercadorias e Futuros encerrou a semana de forma positiva. O Ibovespa, principal índice, fechou o dia em alta de 2,19% com 52.392 pontos. O pregão que iniciou o dia em queda foi sustentado pela alta nas bolsas européias, que se fortaleceram diante do preço das ações ligadas às matérias-primas (commodities).
Logo depois das 11 horas o pregão seguiu em alta somando um giro financeiro de R$5,2 bilhões em um total de quase R$300 mil negócios.
Os destaques do dia foram as duas maiores empresas nacionais. A Petrobrás registrou alta de 5,28% nas ações preferenciais fechando o dia cotada a R$33,06. Nem mesmo a queda no preço do barril do petróleo conseguiu interferir nas negociações da empresa, que fechou a semana abaixo de US$ 100 nos EUA e no mercado de Londres. A Vale também cooperou na alta da BM&F com valorização de 1,52% terminado a R$37,26.

Depois de quatro altas consecutivas, hoje o dólar comercial cedeu e fechou o dia com queda de 1,87%, negociado a R$ 1,781 no mercado interbancário de câmbio. A notícia de que o governo norte-americano estaria prestes a resolver a situação de um dos maiores bancos de investimento do país, o Lehman Brothers, influenciou o comportamento da moeda.
Fontes: Agência Estado, G1

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Petrobrás tira Bovespa do sufoco; dólar ultrapassa R$1,80

O mercado brasileiro esteve de bom humor nesta quinta-feira. Depois de acumular várias perdas nos últimos dias, valorizado somente ontem, o Ibovespa fechou o dia em alta de 3,3%, somando 51.270 pontos (maior valor do pregão). A mínima do dia tocou em 48.217 pontos (-2,85%). Com a alta de hoje, as perdas acumuladas em setembro caíram para -7,92% e, no ano, para -19,75%.
As ações da Petrobrás foram a protagonista do pregão. Valorizada pela descoberta de novas jazidas no campo de Iara na camada pré-sal da Bacia de Santos e da qualidade do óleo na região (leve), as ações ordinárias (ON) da Petrobras dispararam 10,23%, para R$ 38,70, e as preferenciais (PN) avançaram 9,48%, para R$ 31,40. As notícias que vieram da Bolívia, sobre o rompimento do gasoduto Gasoduto Yacuíba-Rio Grande (Gasyrg) que causaria uma diminuição na entrega de gás natural ao Brasil, não prejudicaram as negociações.
Os papéis movimentaram cerca de 30% do volume de negócios hoje na Bovespa e estimularam as compras de outras ações, como Vale e siderúrgicas. As ações da mineradora subiram 5,18% as ON e 4,11% as PNA, enquanto CSN ON avançou 7,42%, Gerdau PN, 4,58%, Metalúrgica Gerdau PN, 3,96%, e Usiminas PNA, 1,16%.
Em Wall Street, depois de um dia de volatilidade com os índices operando em baixa em boa parte do pregão, o índice Dow Jones avançou 1,46%, aos 11.433,71 pontos, o S&P subiu 1,38%, aos 1.249,05 pontos, e o Nasdaq de 1,32%, aos 2.258,22 pontos.
No câmbio, o
dólar comercial
subiu 1,74%, sendo vendido a R$ 1,816 -maior patamar desde 23 de janeiro. Com a saída de recursos do país, esta é a nona alta consecutiva da moeda norte-americana. Em setembro, a valorização acumulada pela divisa já é de
11,27%.


quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Ibovespa atinge sua segunda maior alta desde agosto

Guiadas, principalmente pelas ações da Vale e Petrobrás, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, obteve sua segunda maior alta, 2,47%, a maior desde os 3,24% do dia 20 de agosto e a segunda registrada no mês (o Ibovespa havia subido apenas no dia 5). O índice se manteve firme durante o dia todo, apesar da volatilidade das negociações. Após uma baixa de 1,71%, pouco depois do meio-dia, a Bolsa Paulista acelerou, atingindo a máxima valorização de 3,14%, fechando a quarta-feira somando 49.633 pontos.
No mercado de ações, quem brilhou foram as mineradoras. As ações preferenciais de classe A (PNA) da Vale tiveram valorização de 5,86% com volume financeiro de R$813 milhões. Vale ON (ordinárias) também disparou 5,73%. Petrobrás somou o maior giro do pregão R$1,5 bilhão, com valorização de 2,3% nas ações preferenciais e nas ações ordinárias a alta foi de1,16%. Gerdau PN e Metalúrgica Gerdau PN, seguiram a mesma trajetória, em altas de 4,93% e 4,06%, respectivamente.
O bom humor na Vale do Rio Doce deu-se pela confirmação de que a mineradora está negociando um reajuste adicional para o minério de ferro vendido na Ásia, além da recuperação dos preços do cobre.
Apesar da alta de hoje, a volatilidade ainda esta em pauta no mercado brasileiro, pois não houve afirmação de analistas de que a desvalorização, que tomou conta da Bolsa, se esgotará.

O dólar comercial teve alta de 0,73% e fechou a quarta-feira cotado a R$1,785 nas negociações do mercado interbancário de câmbio. Esse é o maior valor da divisa norte-americana, desde o dia 25 de janeiro. Em oito dias de setembro, a moeda acumula uma valorização de 9,31% no mês.


fonte: Agência Estado

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Desvalorização na Bolsa brasileira atinge o pior índice em 1 ano

O pregão de terça-feira foi de bastante mau-humor, no mercado financeiro nacional e mundial. O Ibovespa, principal índice da BM&F terminou o dia em baixa de 4,5%, aos 48.435 pontos. A queda nos preços das commodities, fuga de investidores estrangeiros e o pesadelo nas Bolsas americanas foram os grandes vilões do dia.
A terceira maior queda do ano acumula perdas de quase 7% só nesta semana. No mês, as perdas atingem 13,01% e no acumulado do ano, -24,18%. O índice oscilou entre a mínima de 48.419 pontos (-4,53%) e a máxima de 50.711 pontos (-0,01%). O giro financeiro somou R$ 5 bilhões.
As mineradoras foram as mais prejudicadas. Vale ON (ordinárias), -4,96%, Vale PNA, (preferências tipo A) -4,33%, Gerdau PN, (preferenciais) -7,85%, Metalúrgica Gerdau PN, -8,06%, CSN ON, -8,29%, Usiminas PNA, -8,67%.
A terça-feira também não foi muito agradável no mercado americano. Em Wall Street todos os índices encerraram o dia no vermelho. Dow Jones em queda de 2,43%, aos 11.230,7 pontos, S&P em baixa de 3,41%, aos 1.224,51 pontos e Nasdaq em baixa de 2,64%, aos 2.209,81 pontos.
A grande agitação no mercado externo elevou a divisa norte-americana à sua maior cotação desde janeiro. No câmbio interbancário, o dólar comercial fechou o dia com valorização de 2,07%, a R$ 1,772. A máxima atingiu o valor de R$1,775 (alta de 2,25%); e na mínima de R$1,73 (alta de 0,17%).


fontes: Advanced Financial Network e Agência Estado

Copom pode aumentar Selic mesmo com queda de IPCA

O Comitê de Política Monetária (Copom) se encontra hoje (09) e amanhã para definir os novos rumos da conjuntura econômica no Brasil.
A maioria dos analistas de mercado financeiro apostam em uma alta de 0,75 ponto percentual na Selic, taxa básica de juros. Se isso se confirmar, a taxa anual chegará a 13,75%. Para eles, o aumento da Selic vai ocorrer mesmo com a queda no Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) para 6,17%, ante 6,37% em julho, na meta de 12 meses. Isso se deve ao fato de que o Banco Central (BC) não utiliza dados recentes para fazer uma provisão em suas atas – a recente deflação do IPCA é de curto prazo, e o BC visa uma preocupação com a inflação futura.

Câmbio

A desaceleração da economia norte-americana também atrai problemas na hora da definição da taxa básica de juros.
Juntamente com o fato de a demanda interna brasileira estar crescendo mais que a produção do País, há, então, uma necessidade de importações para suprir essa demanda. Caso o real se desvalorize em função do dólar, pode haver altas de preços de produtos importados no mercado interno. Caso isso aconteça, a inflação dispara e, dependendo da intensidade, o Banco Central pode ser forçado a aumentar ainda mais a taxa de juros, o que reduziria a demanda e faria com que os preços abaixassem, amenizando, assim, o efeito do câmbio sobre os preços.

fonte: O Estado de S. Paulo / Agência Estado