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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Nova taxa para trabalhadores liberais

Decisão do STF prevê mais uma taxa para os trabalhadores liberais: o Confins, por 8 votos a 2, será cobrado também para quem presta serviços por meio de empresa própria. A cobrança será retroativa para os últimos cinco anos, inclusive daqueles que haviam recebido permissão de isenção de pagamento através de decisões judiciais. Serão atingidos pela medida escritórios de advocacia, clínicas médicas e pequenas empresas jornalísticas, entre outros. A União poderá receber cerca de R$ 5 bilhões pelas cobranças atrasadas, de acordo com cálculos do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário. O acréscimo que virá para a arrecadação habitual do governo, entretanto, ainda é desconhecido

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Mesmo divido, Copom aumenta taxa Selic em 0,75 ponto

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu elevar a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, para 13,75% ao ano. A decisão ocorreu mesmo com a queda no Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) para 6,17%, ante 6,37% em julho, na meta de 12 meses.


O aumento na Selic já era esperado por muitos economistas e indústrias, porém, o que não era esperado é a falta de consenso entre os diretores do Copom. Dentre eles, cinco optaram pela elevação de 0,75 percentual, para 13,75%; outros três ficaram com a prerrogativa de uma alta mais modesta, de 0,50 percentual, para 13,50%.

Agora a estimativa geral é de diminuição dos aumentos da Selic. Para os especialistas, a provável decisão do Copom em outubro será de uma alta de 0,50 ponto, e 0,25 ponto nas reuniões de dezembro. Para janeiro, a previsão é de início de neutralidade na taxa de Juros, sem alguma elevação.


fontes: Banco Central / Valor Econômico

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Sobre as taxas de juros

O Comitê de Política Monetária (COPOM) vai se reunir novamente nos dias 09 e 10 de setembro para redefinir o curso da inflação no país. A especulação é se os dirigentes vão manter a alta taxa básica de juros ou se diminuirão. Para entender o porquê de essa decisão ser tão preocupante, é necessária uma análise sobre o tema.

A taxa de juros utilizada para controlar a inflação é o valor que o detentor do dinheiro cobra para conceder um empréstimo. O governo determina uma taxa básica – Selic – que norteia a economia brasileira e as negociações com títulos públicos registrados no Banco Central (BC).

Primeiramente, a taxa de juros é usada como forma para controle dos preços numa situação inflacionária. Quanto mais alta é a taxa, mais ela dificulta os créditos ao consumidor e ao setor de produção. Com barreiras ao financiamento de compras, a procura (demanda) por produtos à venda diminui. (Por exemplo, uma pessoa quer comprar uma geladeira, mas não consegue financiá-la porque os juros estão muito altos. Deixa, então, de comprar o produto e este começa a ficar encalhado no depósito da loja. Para vendê-la, a loja reduz o preço, fazendo a inflação cair.)

Outra função da taxa alta de juros é que ela atrai investimento especulativo. Quem investe em títulos brasileiros passa a receber juros altos. Assim, entram dólares no mercado interno brasileiro, aumentando a oferta da moeda norte-americana e mantendo a cotação dela controlada. Como os preços ao consumidor também sofrem influência do câmbio da moeda, a atração de investimentos usando juros altos também impede uma disparada da inflação.

Agora, voltando à questão central, o COPOM insiste em manter a taxa Selic alta com 1,75 ponto percentual (13% ao ano), taxa essa iniciada em abril, com a meta de controlar a inflação no país. O problema é que, apesar dessa alta, a indústria continua respondendo muito bem com elevado ritmo da produção, o que significa boas perspectivas de vendas para o fim de ano para as indústrias, e um risco para o Banco Central, que teme o ritmo da demanda, caracterizada por um aumento do consumo das famílias.

Para o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, em matéria publicada no Estado de S. Paulo, a inflação atual se deve a uma junção entre fatores do mercado doméstico e internacional. “Não só os preços das commodities estão subindo, como a demanda doméstica está aquecida. Tomamos medidas para reduzir um pouco o crescimento do País, que estava muito acelerado.”

Ocorre, então, uma situação onde o BC declara uma desaceleração na inflação no Brasil, com as commodities alimentícias, petroleiras e industriais tendo seus índices diminuídos a cada mês nas bolsas internacionais, depois de um período de alta. Porém, dados da produção industrial e de consumo das famílias continuam reforçados e aumentando, o que contraria veemente a lógica da implementação da taxa de juros alta.

Resta ver o que o Comitê decidirá na próxima semana e, então, poder traçar possíveis metas para a inflação, sempre confusa no Brasil.


fonte: O Estado de S. Paulo