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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Greve bancária em São Paulo


De acordo com o Sindicato dos Bancários, a adesão à greve chegou a 22% dos trabalhadores em São Paulo: 26 mil dos 120 mil bancários de São Paulo pararam de trabalhar reivindicando reacordo salarial de 5%, além da inflação de 7,5%, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) com valor de três salários e R$3.500 fixos, fora outros benefícios. Apenas na capital foram quase de 2.300 agências atingidas.

Na zona leste: 174 agências pararam; 218 agências da Caixa Econômica Federal, 95 do Unibanco, 84 do Santander e 50 do Banco do Brasil. Este último divulgou sua opinião sobre a greve considerando-a como apenas parcial. A foco foi no centro da cidade, com 134 agências paradas, e na região da avenida Paulista, com 105 atingidas.

A proposta de reajuste do salário foi rebatida pelos bancos, que propuseram PLR em 80% do valor do salário, R$943,85 fixos (já inclusos os 7,5% de reajuste).

Será difícil os trabalhadores conseguirem reajustes consideráveis como os que exigem para voltar a trabalhar. Agora é a hora e a vez da crise, a maior preocupação dos bancos, dos investidores e do Governo.

Entretanto, o movimento não acontece apenas em São Paulo. Rio, Brasília, Minas, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco, Ceará, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Piauí, Acre, Rondônia, Espírito Santo, Paraíba, Sergipe, Pará, Amapá, Maranhão, Rio Grande do Norte e Roraima também estão em movimento de greve.

"Enquanto não houver proposta digna aos trabalhadores, a greve continuará", Luiz Cláudio Marcolino, presidente do sindicato. "Esse foi só o primeiro dia. Estamos preparados para ampliar a paralisação."

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Mais de 70 % dos correntistas desconhecem tarifas pagas

Não é novidade o abuso tarifário praticado pelos bancos. Os consumidores deveriam, portanto, checar e contestar as tarifas. No entanto, pesquisa recente realizada pelo Procon-Sp constatou justamente o contrário: 70,85% dos clientes, consultados por internet, disseram desconhecer a resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), que estabelece a simplificação e a redução de tarifas. A resolução está em vigor desde abril deste ano. Enquanto o Banco Central diz que a responsabilidade de informar a população é dos órgãos de defesa do consumidor, o Procon rebate. Afirma ser obrigatória dos bancos a divulgação de quais são, por exemplo, as tarifas gratuitas. As novas regras consideram:

I - Padronização da nomenclatura, periodicidade de reajuste e criação do extrato anual de tarifas
II - Liquidação Antecipada de Operação de Crédito ou de Arrendamento Mercantil
III - Custo efetivo total de operações de crédito e de arrendamento mercantil

Sendo assim, antes de checar seu próximo extrato bancário, leia a íntegra das medidas adotadas, divulgadas em Nota Técnica do Dieese:

http://www.dieese.org.br/notatecnica/notatec63pacoteTarifasBancarias.pdf